Já inserida no calendário de festas do verão da localidade de Gameleira, paradisíaco distrito de Vera Cruz-BA, na Ilha de Itaparica, a Lavagem da Passarela do Hamilton, manteve a tradição neste sábado (21) e provou que atrás do trio elétrico só não vai mesmo quem já morreu. E olhe lá, porque há quem jure que alguns espíritos do bem estavam lá, sim, dançando e gingando com o suingue da Banda Los Canários, sob o comando do competentíssimo e carismático Danilo Canário, vocalista do grupo.
E em sua 21ª edição, a Lavagem da Passarela trouxe como novidade o lançamento do Bloco do Puxadinho, uma bem humorada sátira à modernização do condomínio: originalmente dotado de casas térreas e que hoje abriga vários imóveis ampliados verticalmente. Idealizado por um grupo de moradores, o bloco levou a mensagem de que a alegria é o melhor combustível para movimentar a paz.
Cumprindo o tradicional roteiro, o cortejo com trio elétrico, carroça enfeitada e foliãs e foliões fantasiados (os rapazes saem do armário e capricham no visual feminino) percorreu as três quadras do condomínio, até chegar à passarela que liga as primeira e segunda quadras, onde acontece a lavagem, com carro-pipa e tudo. Iniciada por volta das 14h, a festa se estendeu até o anoitecer. Confira algumas imagens da festa, nas fotos de Nancy Carvalho .
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Que inveja!
Jaciara com a faixa de Musa do Puxadinho, não tem preço!
Pois é, teve até coroação (sem trocadilho, hein!) com juramento, reverência dos súditos etc. Tudo sob a batuta do mestre de cerimônias José Abbade, também conhecido como Poeta.
Realmente… Maravilhoso!!! Quem não foi, perdeu! O Bloco do Puxadinho arrasou na rua!!!
É este espírito de carnaval bucólico e sadio que precisa ser revitalizado na capital soteropolitana, Carnaval do ‘bloco do Jacu’, Recordar É Viver, Aurora, Alalaô, Os fantasmas de Quintas, Os Chuks, Top 69, dentre tantas outras agremiações carnavalescas que nos proporcionava imensa alegria quando saia da praça da sé ao Campo Grande e vice versa, sem cordas, sem violência, sem confusão, afinal os “machos” iam para rua atrás de “fêmea” e não de drogas e pancadarias, o máximo que acontecia era um empurra, empurra e um “cheirinho ingênuo na loló”, para os mais abastados a lança perfume “argentina” ‘rodouro’, de preferência. Baile do Clube Fantoches, pegando fogo, com direito a matinal e tudo, baile dos Internacionais e Iemanjá no extinto Clube Português na Pituba, Baile dos Artistas no Teatro Vila Velha e vários outros, rua, só até oito da noite e depois carnaval era nos clubes.
Ai que saudades… Aquilo sim era que era carnaval, o diabo inventou e ficava solto. Anos depois lá pela década de 80 (oitenta), os políticos descobriram que a invenção do diabo dava dinheiro, daí cercaram as ruas de camarotes privados, onde os blocos carnavalescos realizam o maior “apartheid”, nunca visto antes neste país, ficando de um lado os burgueses vestidos de abadás, e os proletários carregando as cordas que limitam o espaço do povão. Que democracia, hein!
Ao final dos festejos momescos os artistas baianos correm para o descanso merecido em suas residências de luxo em Ipanema, Leblon, Copacabana, todos estes bairros são na cidade maravilhosa (Rio de Janeiro), muitos turistas também que aqui participaram do evento, óbvio como burgueses, também retornam aos seus lares na Europa, América e outros estados brasileiros, e aqui na província fica o povo catando latinha e dizendo: “Pô véio o carnaval foi massa, passou a políça de choque botando pá lenhá, arriando a madeira”.
Todo ano tem carnaval, tenho um fusca e um violão, sou flamengo e tenho uma nega chamada Tereza… Ah! As eleições são de quatro em quatro anos, não esqueçam, portanto, carnaval pode se recuperar no outro ano, já as eleições demora bem mais. Você vai continuar tomando cacetada e catando latinhas?
Bom demais!!!!
Com direito a Saudação em LATIM…..Tota pulcha est Musa!
O Bloco do Puxadinho merece se juntar em Iemanjá…………
Ô, seu poeta, os 15 minutos de fama (como as férias) da musa já se esgotaram.
Delícia, delícia…
Estou também enviando fotos para a musa desse gostoso momento de relax.
Valeu, Bel!